BOA RELAÇÃO É AQUELA EM QUE OS AMANTES SE AMAM E SE LIBERTAM
15/06/2008
A comunicação entre amantes é importante ser sincera e espontânea. Mas tem amantes que vivem a repetir frases: “Eu te amo” sem dar tempo de o outro amante retribuir. Outros, inseguros, questionam sempre o par a respeito de seu amor. Isso as vezes estressa o casal, deixando em alguns momentos aprisionando a ambos. A excelente relação, porém, deve favorecer a liberdade e o prazer. Toda interação que pretende comunicar algo necessita de boa vontade dos dois lados. Aquele que fala deve ser claro, expressivo, autêntico, sem ruídos concorrentes, para bem transmitir; e o que escuta tem de abrir os ouvidos, limpar o cérebro, dar crédito, para bem receber. Em muitas as áreas de atividade humana, Você pode observar grande dificuldade de comunicação. Observando alguns exemplos como as vezes os alunos se queixam dos professores inacessíveis ou relaxados; os pacientes não são compreendidos pelos médicos; filhos e pais não conseguem uma ótima paciência que os unem; namorados e casais se sentem mutuamente incompreendidos.
À medida que recados objetivos, lições concretas, queixas funcionais têm a chance de ser avaliados de outra maneira, o prejuízo diminuem. O estudante livra-se com a internet, o doente revela-se na ultra-sonografia. E quando se fala em subjetividade emocional?
O recado que vem da alma não pode conter inspiração hipócrita nem embutir cinismo. É indispensável que seja espontâneo, livre e sincero. Do seu interior deve jorrar sentimento puro, com ética e caráter virtuoso. Quem capta a mensagem amorosa não pode exagerar nas expectativas nem favorecer a sua vaidade. O ego amado deve agir como alvo de recepção simples, sem investir na pretensão de exclusividade nem de ser idolatrado.
Infelizmente, nossa comunicação afetiva não tem sido bem respeitada. Em muitas situações, quem declara que ama escorrega levianamente; em outras, quem é sorteado com a revelação se eleva de um valor absurdo, indevido.
Algo desagradável é o que alimenta o ciúme, estimula a exigência, tira a liberdade. As vezes um par insiste na pergunta: “Você me ama?” já ouviu várias vezes que sim, mas, inseguro, precisa sempre confirmar. Um outro faz a declaração dia e noite, não dá tempo para a pessoa amada retribuir, como se não acreditasse nas expressões dela e falasse em seu nome. Desagradáveis são os que se exibi de entendidos no amor, verdadeiros mestres de afeição, que se dizem convictos do amor ou do desamor do outro: “Imagina que não me ama, eu sei que sou amado”... ou acontece: “ Não acredito, tenho certeza quando eu sou amado”...
A demanda para controlar o amor é mobilizada pelo medo. Garantindo-se com o poder sobre o outro, a pessoa sufoca o medo. Isso na maioria das vezes estressa os pares: aprisiona os dois e diminui a satisfação do casal.
A prática do amor, ao contrário, quanto mais natural, mas se distancia dos temores, favorecendo a liberdade e o prazer. A Ótima relação ocorre no casal que se ama e se liberta. Sentir-se livre e bem-acompanhado é o melhor desfrutar a dois. Isso ocorre quando os pares se amam e não se cobram amor. Para eles, o “eu te amo” leva o verdadeiro sentido do melhor afeto e, deixa claro, a mensagem “Eu te liberto”!
Sugestões: lucilopinheiro@hotmail.com e 9986-3939
Por: Lucilo Pinheiro Cavalcanti - Estudante de Psicologia da FARN- 5º Período